Linguagem visual afro-indígena para ancestralidade infantil
Direção de arte gráfica e ilustração digital
Espaço Infantil Colgate "Portais da Palavra", Bienal do Livro Bahia 2026. Um território de 300 m² onde criança encontra a própria origem antes de encontrar a própria letra.

Projetamos pensando nas crianças que fomos e nas que iam brincar aqui.
Fabiano Roger, direção de arteO ponto de partida
Criança aprende identidade antes de aprender a ler. O que ela vê na parede também ensina.
A Bienal chegou com o tema "Bahia, identidade que ecoa nos quatro cantos do mundo". A pergunta que a gente colocou foi outra: como essa identidade se traduz em algo que uma criança de cinco anos entende com o corpo?
A resposta foi construir uma linguagem visual afro-indígena inteira para dentro do espaço. Kente, Sankofa, patuá, búzio, fitinha do Bonfim, presença originária. Não como decoração de fundo, mas como o vocabulário do lugar.
Aqui ancestralidade não é tema de aula. É o chão em que se brinca.
- de espaço infantil
- 300 m²
- elementos ilustrados
- +30
- frentes de entrega
- 8
- dias de programação
- 7
O conceito
Um espaço onde a infância preta é protagonista, onde livro, brincadeira e identidade se encontram.
Cada símbolo entrou com uma função de leitura, não de ornamento. Criança não decifra legenda. Ela reconhece.
Kente
Releitura do tecido ancestral de Gana, aplicada como fundo rítmico em portais e paredes.
Sankofa
A busca pelo passado para construir futuro, escondida no espaço como convite à descoberta.
Patuá
Amuleto visual como camada de memória e proteção dentro da narrativa do ambiente.
Crianças protagonistas
Representadas maiores que os prédios. A cidade existe na escala de quem brinca nela.
Livros na mão
Quase todas as crianças ilustradas seguram um livro. O design vira convite à leitura.
Igreja do Rosário dos Pretos
Símbolo máximo da fé preta em Salvador, ilustrada no painel junto ao Elevador Lacerda e ao Farol da Barra.
Fitinhas do Bonfim
Identidade baiana e sincretismo atravessando o céu do painel.
Representação indígena
Salvador é a segunda capital com maior população indígena do país. Isso está no painel.
Cores
Extraídas da arquitetura colonial, do axé e da natureza baiana.


Um espaço inteiro pode nascer de uma ideia só.
Na Bienal, cada símbolo entrou com uma função de leitura. Antes de desenhar, vale saber em que fase o projeto está.
- Sem resposta errada
- Resultado ao final
Maturidade de projeto
Seu projeto é uma ideia, uma rotina ou já uma estrutura? Descubra sem comparar com o de mais ninguém.
































